12 de junho de 2013

Então, que morra, assim penso eu!



"Eu não sei mais escrever, quero dizer, não literalmente, você me entende, não?Eu sou uma escritora jovem demais e talvez uma paranoica egocêntrica. É tudo tão ridículo e hipócrita. Todas esses transeuntes me dão nojo, me dão ódio. Sei, sei disso. Não deveria pensar ou falar dessa maneira, porque quem sempre cospe suas injúrias e ofensas, acaba morrendo com seu próprio veneno. Então, que morra, assim penso eu! Melhor do que ter que me esconder nessa bosta de capa de dualidade, sou obrigada a aceitar pessoas cheias de ar, de futilidade, donas da verdade, deuses do destino de terceiros, reis da vida alheia. Filhos de uma puta, só olham os defeitos dos outros, só vêem solução na vida do outro. Não admitem que suas vidas são tão infelizes e miseráveis que precisam fazer de um inocente qualquer, um fodido qualquer. O sistema já corroí o resquício de cérebro que ainda sobra na população, e ela acaba por se matar com a mídia, a tecnologia, a estupidez, imaturidade e o sedento desejo por cuidar da vida dos outros. Como eu odeio isso! Odeio que essas vozes insolentes se instalem no meu cérebro neurótico. Odeio pensar por um segundo que essas malditas estão certas. O mundo já corrompe seus sonhos sem que você se dê conta. Diz que sonhar é idiotice, acreditar no bem é idiotice, aprender uma coisa nova é idiotice, ter opções na vida é idiotice, seguir seus objetivos sem exitar é idiotice. Idiotice?É o que você ouve nas rádios, o que você assiste nos Realitys shows, o que você vê e copia daqueles amigos infames. Ai, como eu odeio tudo isso! Aquela baboseira de ter que beber, fumar, foder, xingar, bancar o fodão para os amigos, e faltar com respeito com seus pais e mais velhos, menosprezar o funcionário menos favorecido, rir do homossexual e só recorrer a Deus quando está necessitado. Essa hipocrisia toda me enoja. E, ainda por cima muita gente vai querer concordar comigo, como se fossem todos intelectuais, como se todos realmente entendessem meu ponto de vista, quando a grande massa são os mesmos que me fazem querer ficar trancada todo santo dia no meu quarto, com um livro, música e filme que têm algo a oferecer, algo que me enriquece. Balada, festas, ficar doidão (de todos os jeitos), não ouvir os outros, ser o dono do mundo com suas filosofias de quadrúpedes não é "uma escapadela do mundo", "uma válvula de escape", só prova o quão fraco e digno de pena você é. Uma última observação, dane-se a porra da minha vida, continue no seu mundo de rei e rainha da pista, ou sei lá como funcionam as coisas hoje em dia, que garanto que você continuará sendo você, se é que me entende realmente, não é?"

                                                                                                          Carolline Milici

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